Entre nós e as palavras com Delano Valentim

Apresentação do livro Todo mundo é jhow!.

Delano Valentim 

A paixão pelo trabalho artístico e criativo faz com que crie cada vez mais e aprofunde os estudos na busca por conhecimento. Escritor, letrista, músico e documentarista, com passagens pelo teatro como ator.  Todo Mundo É Jhow!, romance de estreia, ganhou o prémio Novos Autores Fluminenses do Governo do Estado do Rio de Janeiro. É o realizador do documentário Hoje É Dia de Baile!. Dirigiu também alguns de seus videoclipes e de outros artistas. Como letrista ganhou o festival de música do Farol de São Tomé da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. Recebeu o prémio Halley por serviços prestados à cultura negra. Como cantor e letrista ajudou a fundar as bandas, Nova Resistência, Mammatchaully, Desbunde e A Praia. Indo do rock and roll à black music e passando pela música pop e popular. Teve a sua carreira como rapper iniciada em 1998. Estudou produção cultural no Instituto Federal do Rio de Janeiro. A viver atualmente em Abrantes, este ano letivo (2019-2020) está matriculado no curso de cinema documental na Escola Superior de Tecnologias de Abrantes, do Instituto Politécnico de Tomar.


Todo mundo é jhow!

Os capítulos iniciais do romance Todo mundo é Jhow!, de Delano Valentim, podem sugerir que seu enredo é tradicional: Bernardo, um adolescente nascido na periferia, apaixona-se por Marcela. O tom amoroso e sentimental também colabora para sugerir um vínculo intenso com a narrativa do século XIX adaptada ao contexto da periferia.  Aos poucos, contudo, acentua-se a falta de projeto de Bernardo. O livro revela-se uma autêntica odisseia de quem, desiludido, numa periferia ao mesmo tempo árida e terna, busca contornar a melancolia e o tédio. Acompanhando Marcela na sua jornada alienada a procura do sucesso, Bernardo vai tomando consciência de aspetos relevantes do Brasil contemporâneo, como as drogas, o preconceito socio racial, as dificuldades que um jovem encontra para se fixar no mercado de trabalho. O romance é organizado por meio de três discursos, com alternância entre a voz de Bernardo, a de Marcela e a do narrador, que muitas vezes se confunde com a do protagonista.  Esta mobilidade de vozes dá ao livro mais de uma perspetiva em torno de um mesmo fato e revela a complexidade de certas questões que se impõem nos dias de hoje.  Todo mundo é Jhow! revela-se, dessa maneira, um verdadeiro romance de formação, com direito a aventuras, conflitos e impasses, rompendo com o estereótipo das narrativas de periferia.

Público em Geral

Data
2019-11-28 21:30
Local
Biblioteca Municipal António Botto - Antigo Convento de São Domingos ou Biblioteca Municipal António Botto
Abrantes, Portugal
 
 

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